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O comportamento das estruturas de Aço em caso de incêndio

O comportamento das estruturas de Aço em caso de incêndio

Embora muitos possam associar as estruturas de aço à solidez e resistência, poucos estão cientes das transformações que ocorrem quando essas estruturas são submetidas ao calor intenso de um incêndio.

A realidade muitas vezes oculta é que a maior ameaça em um incêndio não é o colapso das estruturas, nem mesmo as queimaduras causadas pelas chamas. Surpreendentemente, é a fumaça tóxica que representa a principal causa de morte em incêndios. Assim, o foco principal não é apenas construir estruturas que resistam ao calor, mas também criar ambientes que permitam uma evacuação rápida e segura.

Os detalhes do projeto têm o poder de desempenhar um papel crucial na segurança. A desocupação eficiente do ambiente pode depender de elementos como a disposição das saídas de emergência e a acessibilidade das rotas de fuga. 

À medida que um incêndio inicia, as estruturas de aço passam por uma transformação não apenas visível aos olhos, mas também tangível nas propriedades do material. A temperatura aumenta, e a resistência do aço é testada em um ambiente hostil. A uma temperatura de 600°C, uma estrutura de aço pode perder até 50% de sua resistência.

Também é importante citar que as tensões iniciais, provenientes do peso próprio da estrutura e das cargas, se unem a tensões termicamente induzidas à medida que a temperatura aumenta. 

A norma brasileira NBR 14432 estabelece os parâmetros para avaliar as estruturas sob a pressão do fogo. Esses requisitos são medidos em Tempo Requerido de Resistência ao Fogo (TRRF). Este é o tempo em que um elemento construtivo deve manter sua integridade durante um incêndio padronizado.

A norma é rigorosa, exigindo que as estruturas resistam a temperaturas extremas. A estrutura deve ser projetada para resistir por tempo suficiente para permitir a fuga segura das pessoas e equipes de combate a incêndio, sem colapsar.

Quais são as possibilidades?

Para enfrentar o fogo, estruturas de aço podem contar com proteções térmicas que vão além das aparências. Argamassas e tintas intumescentes se tornaram aliadas na batalha contra o calor. As argamassas criam camadas isolantes que envolvem as estruturas, e são capazes manter a temperatura do aço estável por até 30 minutos, sem liberar fumaça. Já as tintas criam um revestimento isolante quando aquecidas. 

Outra possibilidade é o uso de materiais rígidos e semi rígidos, como placas pré-fabricadas fixadas na estrutura, inseridos na parte interna das edificações. Gesso, lã cerâmica e acartonado são alguns exemplos.

Além disso, pilares preenchidos com blocos de concreto ou concreto moldado in loco e vigas com cantoneiras soldadas ou parafusadas na alma podem servir como boas alternativas de proteção parcial do aço nessas situações.

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